Celular
Publicado; 07/02/2012 Filed under: Aleatório, Sobre a Vida, Texto Leave a comment »Quem não dorme com o celular na cabeceira da cama que atire a primeira pedra. Nossa geração não vive sem essa maravilha da tecnologia, verdade seja dita. Pouco nos importa se ele passa o dia inteiro sem tocar, nem vibrar, nem dar nenhuma sinalização. Nós vamos tirá-lo do bolso de hora em hora só pra ter certeza.
Eu particularmente sou mais viciada que o normal em celular. Quando acaba a bateria eu entro em pânico absoluto. E se alguém tentar falar comigo?! E se tentarem ligar me oferecendo pra trabalhar na Pixar no instante em que o telefone apaga? (Impossível? Mas e se acontecesse? Eu nunca me perdoaria). Se eu pudesse, manteria ele ligado 24h/dia e 7 dias/semana, sempre colado comigo. Domingos e feriados também. Vivo mandando mensagem, ligando, checando o Facebook (que aliás eu inclusive nem gosto tanto assim de ter), o Twitter, o BBM, meu e-mail… Até quando nem tem nada pra checar.
Mas não é pra falar do meu vício que eu estou escrevendo. É pra falar de um problema comum a quase todo mundo, que existe APESAR desse vício que existe em nossa geração: gente que desliga/não atende o celular BEM quando você precisa se comunicar com eles.
Sim, amigos. O famoso amigo “Liguei mil vezes e caiu na caixa, cacete.”
No momento, eu preciso discutir um assunto de suma importância, mas a referida pessoa está com o celular desligado.
Agora, me diga: porque um telefone móvel, que pode ficar do seu lado todo o tempo, se vão existir limitações pra se comunicar com você? Quero dizer, se eu quisesse que exista um “limite”, por assim dizer, nos horários em que ligo pra determinada pessoa, eu ligaria pra CASA dela, não pro celular.
Por exemplo: todo mundo sabe que não se liga pra casa de alguém depois das 10pm. É lei. Até porque, sempre tem a mãe, o pai, a tia, o irmão pequeno, o papagaio, etc, que está dormindo a essa hora. (Isso lá é hora pra dormir, mas ok, respeito)
Também não se liga pra alguém em casa quando essa pessoa está na rua, porque… Duh, ela está na rua.
Nem quando ela está no banho, porque ainda não foi inventado telefone à prova d’água. (E ainda assim tem quem atenda – tipo eu, não me julguem)
Nem quando essa pessoa está no trabalho/na escola/na faculdade/no hospital/em algum lugar inatendível por motivos lógicos.
Eis que se revela o milagre da telefonia portátil. Teoricamente te tornando disponível pra qualquer emergência. Porque todo mundo (espero eu) tem desconfiômetro de saber que não é pra ligar às 2h da manhã ou em horário de trabalho pra NINGUÉM a não ser que seja de suma importância.
Aí você precisa ligar pra alguém pra falar algo AGORA. Caixa postal. Ou toca, toca, e fulano não atende porque não tá com o celular.
Putaqueoparéo, existe pouca coisa mais irritante o que isso.
Moral da história é: vou ter que esperar até de manhã pra conseguir ter a conversa que eu precisava ter agora, e dificilmente vou dormir, de ansiedade por causa do assunto.
Vocês bem que podiam passar a andar com o telefone, né.
Do que aprendi com meu primeiro emprego
Publicado; 01/02/2012 Filed under: Sobre a Vida, Sobre Trabalho, Texto Leave a comment »Te falar, viu, não foi fácil. Mas foi uma puta experiência.
Meu primeiro emprego foi logo um trampo que me fez suar a camisa, literalmente (o ar condicionado deu pra quebrar nas últimas semanas). Subi escada, desci escada, me enfiei em cantos escuros pra achar um tamanho específico de cueca…
Ah, pra quem não sabe, meu primeiro emprego foi como vendedora de loja. É, isso aí, bem longe da minha área, e um trabalho danado. Vamos começar do começo.
Quando fui atrás de um emprego, foi naquela onda de “vou ganhar minha própria grana, e vai ser temporário, então joga o currículo no vento e vê quem cata primeiro”. E foi assim que eu comecei a trabalhar. Logo na entrevista veio o primeiro aviso: “Olha, você vai ralar muito, vai cansar, e às vezes vai querer desistir, mas vai ser uma experiência única.” E foi.
Entrei já entrando, pique: tive que correr atrás pra aprender a mexer em sistema de venda no computador, fazer venda online, dobrar roupa (minha mãe deve ter achado essa parte hilária), arrumar pilha de camisa, saber onde fica cada uma das 10 mil peças que existem na coleção e como cada uma é dobrada (sim, dobras diferentes), se são expostas aos pares, ou sozinhas, ou com um acessório pra acompanhar, como montar uma vitrine; Depois no mês que vem, troca tudo que chega coleção nova…
Olha…
Ah, vocês devem estar pensando “e o tal do dinheirinho que ela quis pra ter essa idéia, pra começar?” Galera, indescritível a sensação de merecer seu próprio dinheiro e poder gastar ele sem culpa nenhuma, sabendo o quanto você trabalhou pra ganhá-lo.
Enfim, como o título do post diz, embora eu fale muito até chegar no ponto, o que eu aprendi com meu primeiro emprego:
Trabalhar duro compensa sim, especialmente pro seu contra-cheque e as oportunidades que podem surgir disso (falarei mais sobre isso em um outro post). Com o passar do tempo – e do trampo – você aaba pegando as manhas e fazendo menos merdinha.
O trabalho dos seus colegas não é mais ou menos importante do que o seu. A equipe como um todo tem que funcionar bem pra que a coisa continue andando pra frente.
Respeito é bom e todo mundo gosta. Então ouça as críticas e as broncas com vontade de aprender a fazer certo, ao invés de fazer cara feia e ignorar. Quem te critica quer ver você crescer, então aprecie isso no seu chefe.
Só porque fulano trabalha com você, não significa que ele não seja uma pessoa divertidíssima. Faz muito bem quem fica amigo dos colegas. Mas lembra de não misturar. Dentro do expediente, é trabalho somente.
Relógio foi inventado por um motivo. Seu horário é algo a ser cumprido.
Não esquece de se cuidar. Só porque você anda ocupado, não significa que não deve fazer outras coisas além de trabalhar. Quem só trabalha e dorme se desgasta, acaba surtando e não aguenta a pressão emocional.
E acima de tudo: aprenda. Toda experiência e todas as pessoas que passam por essa vida tem algo a nos acrescentar. Até as que são “nunca mais faça isso”!
É com esse pensamento que eu passo desse level no videogame que é a vida, e só espero que o próximo chefão seja ao menos tão agradável quanto os meus últimos.
Animações
Publicado; 19/01/2012 Filed under: Sobre Desenhos, Texto Leave a comment »Ah, o belo mundo das animações. Belo. Até eu tentar me aventurar nele. E cara, te falar que dá trabalho.
No momento, eu tô ainda quebrando a cabeça e testando as várias formas de animação que existem, com um mini teste: mini-eu fazendo um 360 no pentrix. Bobo, e deve durar no máximo uns 5 segundos (se muito). Mas como eu NUNCA fiz nada parecido, e nem tinha idéia de por onde começar, tô ralando bastante.
Por enquanto constatei que existem esses tipos de método:
- Quadro a quadro por célula (O mais comum e conhecido, de onde saíram os primeiros filmes da Disney e tal)
- Flipbook (Que é aquele livrinho que você passa. Parece a quadro a quadro, só que é em forma de livro)
- 2D digital (É como a animação quadro a quadro, só que no computador, e com programas que deixam a mudança de cena mais flúida e contínua)
- Stop motion (Como a quadro a quadro também, mas com fotografia de cada cena)
- 3D digital (Animações feitas inteiramente no computador. Como nos filmes da Pixar)
- Rotoscopia (Feita em células, mas a edição dos quadros é feita na própria célula, ao invés de uma nova)
Os problemas que eu tive até agora foram que eu ainda não tenho IDÉIA do quanto a imagem deve mudar pra que o movimento fique fluido, então ainda estou em fase de teste quanto ao comprimento de tempo de cada quadro. Outro problema é que eu sou extremamente detalhista, então se a coisa não fica natural, eu tenho tendência a apagar a porra toda e recomeçar.
E o hors concours é: Demora. Demora MUITO. E você tem que ficar playing a animação de novo e de novo e de novo e de novo até ficar perfeito. Te falar, um filmezinho com meu alter ego pequenininho tirando um lápis do bolso e girando ele 360º demora MUITO. São MUITOS desenhos. E eu ainda tô trabalhando nisso.
Enfim, eu escolhi fazer o tradicional quadro a quadro, ao invés de usar programas de vetor que transitam de um desenho pra outro por você. Acho que eu só vou me sentir digna de usar essa facilidade quando eu tiver dominado a animação tradicional.
Então é isso, gente. Quando tiver pronto, eu vou publicar ele aqui, e espero que fique bom. Por enquanto tá ficando legal. Os desenhos né, porque a animação eu só vou começar quando terminar todos os desenhos…
(Aceito sugestões de programas legais, dicas, etc, qualquer coisa!)
De utilidade pra vida
Publicado; 11/01/2012 Filed under: Críticas, Quadrinhos, Sobre a Vida, Sobre a Vida, Sobre Trabalho, Texto Leave a comment »Ano novo, metas novas
Publicado; 01/01/2012 Filed under: Aleatório, Sobre a Vida, Texto Leave a comment »Porque esse negócio de “vida nova” não existe. A vida é a mesma, o que muda é sua vontade de fazer as coisas melhor.
Minhas metas pra esse ano são relativamente ambiciosas, mas possíveis. Vou compartilhar algumas delas:
- Parar de roer unha.
- Beber menos Coca-cola.
- Comer comida mais saudável.
- Trabalhar na minha área.
- Estudar. (Não digo estudar “mais” porque né. Quem estou tentando enganar?)
- Me estressar menos.
- Me divertir mais.
- Fazer exercício, qualquer que seja.
- Terminar minha HQ. (Ou no mínimo o roteiro dela)
- Viajar pra Salvador.
- Juntar dinheiro ao invés de gastá-lo.
- PEITOS. (Sim, peitos)
Enfim, parece possível conquistar tudo isso em 366 (ano bissexto, galera!) dias, não? Acho que o segredo de um ano feliz é conquistar coisinhas. Mesmo que essas coisinhas sejam importantes só pra você e mais ninguém.
Feliz 2012 pra vocês. Que todas as suas metas, sejam elas viajar pra lua ou conseguir virar uma caneca de choppe em menos de 30 segundos, sejam cumpridas. Ou que no mínimo vocês TENTEM.


